UMA IGREJA RELEVANTE PORQUE CRISTO É RELEVANTE PARA VOCÊ
Auxilio 01
Por Israel Belo de Azevedo
Atos 2.37-47
Como vai a nossa igreja?
Como igreja não é uma instituição mas uma comunhão de pessoas que buscam ao Senhor,
a pergunta também pode ser: como vão as nossas vidas? Nossa igreja irá como nossas vidas estiverem.
A
relevância da igreja está na relevância de Cristo para seus membros. A
experiência da igreja apostólica, na sua infância, deixa bem evidente
esta verdade.
Nesta experiência, encontramos reafirmada, por ações e
palavras, a relevância de Cristo para aqueles crentes. O Cristo deles
tem (ou, pelo menos, deveria ter) a mesma relevância do nosso. A
propósito, a origem desta palavra "relevância" (que quer dizer
importância, valor, destaque) tem a ver com a própria ação de Cristo
para conosco, que é relevar os nossos pecados, apagando-os
completamente, ao ter sido levantado na cruz. Curiosamente, relevar
também tem a ver com levantar.
Este texto devia ser um retrato de
toda igreja, de qualquer igreja, em qualquer tempo. Os tempos mudaram,
mas não há uma prática sequer ali que não devamos desenvolver aqui, se
Cristo é relevante (importante, tem valor) para nós, embora a aplicação
possa encontrar outras expressões. Para sermos solidários, por exemplo,
não precisamos ter tudo em comum, vendendo nossas propriedades para
formar um fundo único de bens, mas temos que nos incomodar por termos
até o supérfluo e o outro não ter sequer o básico.
É, portanto,
por esta reportagem que nossa igreja deve ser julgada; é por esta igreja
que nossas vidas devem ser avaliadas. Podemos criar nossos padrões em
torno do que seja uma boa igreja, mas o padrão válido está dado pela
igreja de Atos 2. Podemos formular nossos métodos de crescimento, mas o
método da igreja de Atos 2 tem que ser o nosso. Podemos criar nossos
estilos de adoração, mas o entusiasmo da igreja de Atos 2 deve ser o
nosso. Não há dúvida que a igreja é relevante quando Cristo é relevante
para cada um de nós.
PORQUE CRISTO É RELEVANTE
Recordemos porque Cristo é relevante.
1.
Cristo é relevante porque só Ele salva. Atos 2 convida a todos ao
arrependimento (verso 38), o primeiro passo para a salvação. Aquela era
uma comunidade que tinha uma lembrança vívida que que fora salva por
Jesus. Aquela era uma igreja que vivia porque era salva e vivia para
salvar. E sua principal "estratégia" era a relevância de Cristo para
cada um dos seus membros.
Podemos nos emocionar com a nossa família,
podemos nos encantar com a nossa escola, podemos nos envolver com o
nosso trabalho, podemos nos alegrar com os nossos amigos, mas só Jesus
Cristo salva, permitindo um relacionamento saudável com a família, uma
avaliação criteriosa da educação, uma valorização adequada do trabalho e
uma fruição madura das amizades.
Esta salvação tem uma dimensão
transcendental, uma dimensão existencial e uma dimensão emocional e
social. No plano do mistério, Jesus perdoa os nossos pecados. Conquanto
não haja lógica em um morrer por todos, Ele morreu para que o peso deste
pecado fosse tirado de nossas costas, para que pudéssemos ter comunhão
com Ele, com o Pai e com o Espírito Santo.
No plano existencial, esta
salvação dá sentido à nossa a vida. Quem não é salvo pode ter bens,
amigos e alegrias, pode até se dar bem na vida, mas não sabe para onde
vai. A sensação e a certeza de uma vida com um propósito claro só tem
aquele que é salvo por Jesus Cristo, porque foi tirado das trevas para
caminhar na luz, e na claridade os alvos são visíveis. Não se corre por
correr, corre-se para uma meta clara, meta que dá sentido à corrida. O
homem que não é salvo está mais para Sísifo do que para Paulo. Sísifo
era um homem condenado a carregar uma pedra até o alto de um monte, para
levá-la de novo para lá quando rolasse para a base. Paulo era um homem
que deixava as coisas que para trás ficavam e corria para o supremo alvo
que Deus lhe tinha posto por meio de Jesus Cristo (Filipenses 3.14).
No
plano emocional e material, Jesus supre as nossas necessidades. Nossa
família supre as nossas necessidades, mas pode nos abandonar. A escola
supre nossas necessidades de aprendizagem, mas não tem nenhum
compromisso conosco; nós é que temos com ela. O trabalho nos supre a
necessidade de recursos e até mesmo a necessidade de nos sentirmos
úteis, mas a relação será sempre de interesses, dele para conosco e
nosso para com ele. Os nossos amigos suprem as nossas necessidades de
sermos partes do mundo, apoiando-nos, divertindo-nos, mas nossos amigos,
que tão bem nos fazem, são a fonte de nossas principais decepções. Só
há uma Pessoa que nunca nos abandona, por não ter conosco uma relação
movida a interesses, e esta Pessoa é Jesus Cristo.
Uma igreja relevante é composta de pessoas salvas, que sabem que foram salvas e que devem viver como salvas.
2. Cristo é relevante porque nos dá o Espírito Santo
Ao
arrependimento, simbolizado pelo batismo, está associado o recebimento
do Espírito Santo (Respondeu-lhes Pedro: "Arrependei-vos, e cada um de
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos
pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo" -- verso 38).
Segundo
cremos, o arrependimento é uma ação do Espírito Santo, ao nos convencer
do nosso erro. Depois do arrependimento, recebemos um presente: a unção
do Espírito Santo que nos enche de temor e nos capacita a fazer aquilo
para o qual Deus nos chama a fazer. A explicação para tudo o que
aconteceu naquela igreja de Atos está no verso 43: Em cada alma havia
temor (verso 43). É o Espírito Santo que mantém em nossos corações o
"temor", temor do Senhor.
Esta expressão ("temor do Senhor", "temor
de Deus"), embora apareça 50 vezes na Bíblia,sempre demanda uma
explicação. Especialmente à luz de Atos 2, podemos defini-lo como um
jeito de ser diante do qual as pessoas vêem Deus agindo. O apóstolo
Paulo diz que, quando conhecemos o temor do Senhor, persuadimos os
homens e somos cabalmente conhecidos por Deus (2 Coríntios 5.11), isto
é, convencemos sem palavras por aquilo que somos e Deus, que nos sonda,
vê um entusiasmo sincero em nós.
Há, portanto, uma forma de sabermos
se temos o temor do Senhor. Quando uma pessoa convive com você, ela tem
vontade de ser cristã? Ter o temor do Senhor não é ser chato, nem
alienado, nem legalista, mas ser amorosa, consciente e graciosamente
dependente do Senhor. Ter o temor do Senhor não é viver dominado pelo
egoísmo, pela mentira e pela vaidade, mas viver orientado pelo Espírito
do Senhor. Ter o temor do Senhor é ser movido por uma paixão, não uma
paixão repentina por Cristo, mas uma experiência viva da presença de
Deus, como uma nuvem pairando sobre as nossas cabeças ou como um sangue
bombeando os nossos corações.
Evidenciamos o temor do Senhor quando
somos cheios de saudade desta igreja de Atos 2; quando a vida daqueles
primeiros cristãos se torna o nosso ideal também.
QUANDO A IGREJA É RELEVANTE
A
igreja de Atos era tão relevante que contava com a simpatia de todo o
povo da cidade e enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia,
os que iam sendo salvos (verso 47).
A igreja é relevante porque é
por meio dela que Cristo salva. Em outras palavras, é por meio da igreja
que Cristo perdoa os pecados humanos; é por meio da igreja que Cristo
dá sentido as vidas humanas; é por meio da igreja que Cristo supre as
necessidades humanas.
Por isto, para ser relevante, a igreja precisa
ser composta de pessoas salvas, mas de pessoas salvas que firmam
compromissos e se esforçam para cumpri-los, pessoas que desejam crescer
no conhecimento e na graça de Cristo, pessoas que têm interesse por
pessoas, pessoas que têm prazer em adorar.
1. A igreja é relevante quando se reúne, para adorar.
A
reportagem de Lucas termina informando que a igreja louvava a Deus
(verso 47), indicando tratar-se a adoração de uma marca forte na vida de
todos. Logo em seguida, o repórter acrescenta que a igreja contagiava o
povo de Jerusalém, e certamente o louvor era um dos meios para este
impacto.
A reportagem não poderia terminar de outra forma. É possível
que uma pessoa que adore não impacte seu meio, mas uma pessoa que não
adora não contagia a ninguém, nem a si mesma. A adoração é uma
necessidade básica do cristão. O cristão que não adora não é um cristão,
porque quem não adora acha que se basta a si mesmo e não reconhece a
majestade de Deus.
Quando Cristo é relevante para nós, temos prazer
em cantar o Seu nome, começando pelos momentos a sós, seja em casa, seja
na rua. A música flui naturalmente de nós, em ações de graças. O mesmo
livro de Atos narra que, em certa circunstância desfavorável, Paulo e
Silas estavam encarcerados, com os pés e mãos amarrados, sem poder
segurar um hinário, mas, assim mesmo, como se não estivessem presos,
cantavam ao Senhor durante a noite. Eles não esperaram ser soltos para
cantar. Eles cantaram e foram soltos (Atos 16.25).
Quando nos
reunimos, devemos nos apresentar diante de Deus com ações de graças e
celebrá-lO com salmos de louvor (Salmo 95.2). É na congregação que nos
ensinamos mutuamente sobre a Palavra de Deus e louvamos conjuntamente o
Deus da Palavra, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a
Deus com gratidão em nossos corações (Colossenses 3.16; Efésios 5.19).
A
igreja reunida torna-se o lugar por excelência da adoração coletiva.
Todo cristão deve se reunir, pelo menos uma vez por semana, para cantar a
maravilhosa graça de Jesus. O louvor contagia a quem canta. O louvor
contagia a quem ouve. Todo cristão deve ter prazer em se reunir com os
seus irmãos. Quem é humilde se associa a outros humildes. Quem é soberbo
reúne-se a si mesmo porque se basta a si mesmo.
Excetuados os
impedimentos sérios, há algumas exceções a esta necessidade. Não precisa
se reunir com seus irmãos aquele que tem uma fé tão fraca que o contato
com outras fraquezas tornará sua fé ainda mais débil... Também não
precisa se reunir à sua igreja aquele irmão que já alcançou uma estatura
espiritual tamanha que o convívio só lhe trará prejuízo... Na verdade,
estou certo que aquelas pessoas que se afastaram da igreja reunida
afastaram-se porque preferem viver os seus próprios valores e não os
valores de Deus que a igreja prega ou, na melhor das hipóteses, preferem
viver os valores de Deus ao seu modo, não ao modo de Deus. Quem vive
como se a igreja não existisse muito provavelmente vive como se Deus não
existisse, como se Jesus não tivesse morrido em seu lugar, como se o
Espírito Santo não o capacitasse.
Não por acaso, a Bíblia nos
recomenda a não deixarmos de nos congregar, como, infelizmente, alguns
fazem (Hebreus 10.25). A igreja congregada é forte. O crente isolado é
fraco.
2. A igreja é relevante quando vive pelo poder de Deus.
É a adoração que fornece a força da igreja.
A
reportagem de Lucas começa com a perplexidade dos crentes diante das
ações esplêndidas de Deus: "e agora, o que faremos?" (verso 37) --
perguntam. Eles sabiam que tudo o que acontecera não viera deles, mas
viera de Deus.
A igreja é um sinal de Deus porque ela nada faz senão
por Cristo. A remissão dos pecados (isto é, a salvação) é uma obra de
Cristo. O dom do Espírito Santo é o cumprimento de uma promessa de
Cristo. O batismo é o símbolo da obediência do cristão a Cristo. A
igreja não pode se esquecer de onde veio (de Cristo) nem para onde vai
(para Cristo). Está na igreja quem foi chamado por Deus (verso 39) por
meio de Cristo e respondeu afirmativamente ao Seu convite, sim, porque
Ele chama a todos, mas são poucos os que dizem "sim". Viver pelo poder
de Deus é ser chamado por Ele para a salvação. Viver pelo poder de Deus é
tornar-se parte do corpo de Cristo na terra, que é a igreja. Viver pelo
poder de Deus é deixar-se capacitar por Ele para dar ao mundo o que o
mundo precisa: Cristo. O poder humano tem um nome: política. O poder de
Deus tem um nome: graça, graça que se expressa em salvação, graça que se
expressa em doação. Cristo se deu à igreja para salvá-la.
A igreja
não pode esquecer da sua origem sobrenatural, porque foi fundada sobre a
fé em Cristo. Ela pode e deve usar métodos próprios de sua época, mas a
época e seus métodos passarão ela ficará. E ela ficará enquanto
permanecer sobrenatural, fazendo prodígios e sinais (verso 43).
E ela
é tão sobrenatural que o Espírito Santo a equipa com dons para a sua
edificação espiritual. Esses dons são para serem usados nos vários
ministérios que o próprio Espírito inspira. Os dons são muitos e mais
amplos ainda os ministérios possíveis. Por isto, o mínimo que um cristão
deve fazer é se comprometer a participar prazerosamente de, pelo menos,
um ministério na sua igreja. Se podemos dizer que não há um cristão
sem, pelo menos, um dom, podemos afirmar também que não há igreja sequer
que não precise de mais ministérios do que já tenha. Não há limite para
os ministérios, assim como não são sem limites as necessidades.
Quando
reconhece os seus dons e se põe a aplicá-los, a igreja cresce. Quando
um crente reconhece seus dons e se põe a aplicá-los, ele cresce, porque a
sua vida passa a ter um propósito claro. [À noite, vou contar uma
história de como o propósito claro na vida dá sentido a uma vida]
Você
lê a reportagem de Lucas (Então, os que lhe aceitaram a palavra foram
batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas --
verso 41) e fica arrepiado. Então, envolva-se num ministério. Há vários
na igreja. Você deve participar de, pelo menos, um deles. E se Deus
inspirar, invente (imagine, crie) um. Todos os ministérios começam com
uma pessoa e podem acabar envolvendo dezenas de pessoas.
A igreja será relevante para você, se você for relevante para ela. Cristo quer ser relevante para você.
3. A igreja é relevante quando pensa segundo a Palavra de Deus.
Um dos traços da primeira igreja cristã da história era a sua unidade. Por isto, ela cresceu.
Ela
cresceu porque em cada um dos seus membros havia temor (verso 43) e
porque todos eram exortados (verso 40) a perseverar (permanecer,
continuar) na doutrina dos apóstolos (42).
E aqui precisamos
confessar nossas dificuldades. Queremos ser cristãos, mas queremos
pensar com nossas próprias cabeças. Queremos ser parte de um corpo, mas
queremos conservar a nossa independência. E alguns acham que estes
desejos são incompatíveis com a experiência da igreja. Os cristãos de
Atos 2 diariamente perseveravam unânimes no templo (verso 46). Queremos
isto?
Não queremos, não queremos por não entender o que significa(va)
a perseverança unânime. Se olharmos para aquela igreja, vemos que ali
havia três líderes: Pedro, Tiago e João. Lendo o livro de Atos,
observamos que tinham visões diferentes quanto à teologia e à
metodologia. Pedro, por exemplo, achava que os costumes judaicos eram
para todos; Tiago não via necessidade disto.
A unanimidade daqueles
primeiros cristãos estava na certeza do poder de Deus e do propósito de
Deus para as suas vidas. Cada um tinha a sua cabeça, isto é, o seu modo
de ser e pensar, mas todos reconheciam que o pensamento de Deus era o
melhor para eles. A palavra de Deus era relevante para eles, razão pela
qual procuravam viver segundo a Sua orientação. Eles sabiam que o que
sabiam era pouco diante do que podiam saber. Eles sabiam que o que
viviam era menos do que podiam viver. O "mais" e o "melhor" da sua vida
estavam em Cristo, não em si mesmos. Cristo é relevante para nós quando
vivemos segundo a palavra de Deus porque a consideramos superior para
nós. Em nome da autonomia, acabamos aderindo ao modo de pensar e ser da
cultura de que também somos parte. E chamamos a isto de independência.
Crer
e pensar não são incompatíveis. Crer é pensar, é pensar profundamente.
Pensar é crer, é crer corajosamente. Quem pensa crê. Quem pensa
superficialmente crê em outras coisas. Quem pensa profundamente crê num
Deus criador e num Deus salvador. Lembro-me, então, da entrevista o
conhecido filósofo Martin Heidegger, em 1966, quando disse: "A filosofia
não poderá conseguir uma mudança imediata do atual estado do mundo.
Isto não vale apenas para a filosofia, mas para todos os sentidos e
costumes humanos. Somente um Deus ainda pode nos salvar. A única
alternativa que nos resta é preparar, no pensamento e na poesia, uma
disposição para a aparição deste Deus, ou aceitar a ausência deste Deus
no declínio; aceitar que estamos sucumbindo na presença deste Deus
ausente". (Entrevista reproduzida no jornal Valor, de 28.9.2001, caderno
Fim de Semana, p. 5).
Parte de nossa cultura tem sucumbido na
presença de um Deus presente que a cultura julga ausente e faz o que
quer. Há muitos cristãos que se julgam cristãos mas vivem como querem,
pensam o que querem, pouco se importando com o que Deus pensa, com o que
Deus quer. Há cristãos que não precisam mais de Deus. Esta é a tragédia
do Cristianismo que a igreja de Atos nos ajuda a perceber como grave
para a história de cada um, para a história da igreja e para a história
da humanidade.
4. A igreja é relevante quando busca e recebe pessoas.
É
difícil escolher que traço é mais característico da igreja de Atos 2,
especialmente quando consideramos o modo como ela buscava e recebia as
pessoas. Aquela era uma igreja acolhedora.
O repórter faz várias sínteses da experiência da igreja. Em todas, a atitude-chave é uma só.
.
aqueles cristãos batizavam os que aceitavam a graça de Deus,
arrepeendendo-se e crendo em Jesus (verso 41). Eles aceitavam os que os
procuravam, tanto os aceitava que os batizava. Não havia pré-condições,
se não a fé. Não lhes importava se aqueles que Deus dava à igreja eram
livres ou escravos, se iam trazer mais recursos financeiros para igreja
ou gastá-los, se tinham boa aparência ou não, se tinham raízes, no caso
raízes judaicas, ou não.
. aqueles cristãos perseveravam na
comunhão, na partilha do pão e na oração coletiva (versos 42 e 46). Eles
deviam ter problemas entre si, porque não eram anjos, mas homens. Assim
mesmo, superavam as suas diferenças para estarem juntos, tomando a Ceia
do Senhor com alegria, dividindo comida com não tinha, intercedendo uns
pelos outros e pelos de fora da comunidade.
. aqueles crentes
permaneciam muito tempo juntos, ao ponto de compartilharem seus próprios
bens (versos 44-45). As condições sócio-economicas eram outros, mas
eles trabalhavam, mas curtiam estar juntos daqueles que tinham o mesmo
"temor" que eles. Aquele "socialismo" é inviável hoje por causa da
estrutura de nossa sociedade e do egoísmo humano. No entanto, o
princípio nele presente deve estar presente nos dias de hoje: o
interesse pelas condições materiais do próximo.
Aquela comunidade
agia daquelo modo "naturalmente". Não era um comportamento
mercadológico, realizado para alcançar um fim planejado. Ninguém
consegue fingir simpatia o tempo todo. O temor do Senhor produzia neles
um interesse real pelas pessoas. E isto provocava um impacto tal que
levava pessoas à salvação. Naquelas circunstâncias o testemunho falava
mais alto que as palavras.
Nossa igreja crescerá naturalmente se ela
for calorosamente acolhedora. Numa época de tanto isolamento, podemos
ser o paraíso onde se refugiam as pessoas da frieza e secura do mundo.
Não estamos falando de estratégia; estamos falando algo de que flui
naturalmente.
CONVITE FINAL
Como vai a nossa igreja? Como vamos nós.
A reportagem da igreja-modelo está diante de nós.
Se ela não é relevante para você, é possível que ela esteja muito longe Atos 2.
Pode ser também que você esteja longe de Atos 2.
Pode ser ainda que você e a igreja estejam longe de Atos 2.
Vamos ser como a igreja de Atos 2?